Site Católico ‘ChurchPop’ faz matéria sobre o Venerável Enrique Shaw

O site Católico ChurchPop fez, hoje (18/10/2022) uma matéria sobre o Venerável Enrique Shaw.

O título da matéria, que pode ser lido aqui, é: “O primeiro santo de “terno e gravata”? A bela história do empresário Enrique Shaw”.

Eles foram muito felizes ao escolher o título da matéria. De fato, quanto mais a Igreja celebra novos santos, e cada vez mais próximos de nós no tempo, mais próximos eles estão dos nossos hábitos, gostos, roupas, estilos, etc. Todas as épocas têm seus santos. “Santos de calça Jeans e que bebem Coca-Cola”.

Trecho da matéria:

O primeiro santo de “terno e gravata”? A bela história do empresário Enrique Shaw

Certa vez, em entrevista a um jornalista mexicano, o Papa Francisco revelou: “Estou buscando a causa da beatificação do empresário argentino, Enrique Shaw, que era rico, mas santo. Uma pessoa pode ter dinheiro. Deus concede dinheiro para que ele possa ser bem administrado. E este homem administrou bem. Não com paternalismo, mas fazendo crescer aqueles que precisavam de sua ajuda”.

Enrique Shaw nasceu em Paris em 26 de fevereiro de 1921, filho de pais argentinos. Sempre se distinguiu por uma profunda fé religiosa. Aos 14 anos decidiu ingressar na Escola Naval Militar na Argentina.

Ele sempre foi um bom leitor e este constantemente em busca de respostas para suas próprias preocupações espirituais. Aos 16 anos começou a ler livros sobre economia, filosofia, história e ciência.

Em 1943, em Buenos Aires, conheceu Cecilia Bunge, com quem se casou e teve nove filhos, um deles tendo virado sacerdote.

Leia ela completa aqui

Print do site ChurchPop

LANÇAMENTO INÉDITO DE LIVRO SOBRE O VENERÁVEL ENRIQUE SHAW

O Venerável Servo de Deus Enrique Shaw viveu sua dedicação a Deus com continuidade e coerência. Casado, empresário e pai de nove filhos, ele se esforçou para ser um instrumento dócil do Altíssimo e de Sua graça. Uniu o natural e o sobrenatural, os fins sagrados e os meios eficazes, o sacrifício e a alegria, tudo isso em união com Deus.

Ao longo de sua vida, Enrique Shaw escreveu notas em diários, cadernos e papéis avulsos. Neles foi registrando seus pensamentos, reflexões e conversações consigo mesmo, com Deus e com os demais.

Este livro contém o pensamento de Enrique Shaw expresso por ele mesmo, e é precedido por uma pequena biografia. Suas notas, organizadas por tema, são precedidas de algum comentário explicativo, baseado nas linhas centrais sublinhadas por Shaw. Traz ainda um prefácio escrito por Frei Rogério, Fundador da Pastoral do Empreendedor.

Ficha Técnica:
ISBN: 9788553019380
Editora: Santo Thomas More
Dimensões: 14.00 x 21.00 cm
Idioma: Português
Páginas: 164

Para comprar – https://ecclesiae.com.br/veneravel-enrique-shaw–o-empresario-de-deus

O dia em que o Venerável Enrique veio ao Brasil em visita Oficial

O Venerável Enrique Shaw, ao completar 14 anos, pediu a seu pai para servir na Marinha da Argentina.

Em 25 outubro de 1935, Enrique entrou com a solicitação para ingressar na Escola Naval Militar. Foi aceito no dia 03 de janeiro de 1936.

Fonte: Arquivo da Família – Enrique Shaw

Essa decisão, que chocou seus familiares, foi motivada por seu caráter que buscava renunciar desde cedo aos pilares de dinheiro e conforto que sua situação familiar lhe propiciava. Ingressou disposto a fortalecer-se entre os rigores da vida militar, onde dará um extraordinário testemunho de fé. Nos Mares do Sul, ele realiza um trabalho apostólico dedicado. Shaw foi um dos melhores cadetes em sua turma e conseguiu fazer bons amigos. Ele foi recebido como Guarda-marinha e foi um dos melhores alunos de seu grupo.

Foi assim que nem o mal-entendido dos que lhe eram próximos e estranhos, nem os rigores da vida militar, nem o ridículo, podiam impedir este menino amante da Missa e da Comunhão de se tornar um oficial da marinha, que, com tenacidade, primeiro ganharia o respeito e depois a admiração de seus companheiros militares.

Em 21 de abril de 1939, Enrique veio ao Brasil no navio de “Guerra La Argentina”. O comandante Brunet e seus oficiais aportaram no Rio de Janeiro e foram recebidos oficialmente pela Marinha Brasileira. Entre o corpo geral da tripulação, lá estava Enrique Shaw.

ARA Rivadavia – Shaw serviu nesse navio.

Essa visita Oficial recebeu manchetes nos jornais Brasileiros, em destaque o Correio da Manhã e Jornal do Brasil (RJ) de (21/04/1939), e também saiu na Revista Marítima Brazileira em seu número 137 de 1939. Em todos há menção ao nome de Enrique.

Após a recepção oficial, os marinheiro argentinos foram para Petrópolis e almoçaram um churrasco.

Shaw pediu dispensa da Marinha em 1945. Era tão bem quisto que SETE almirantes pediram pessoalmente para ele não sair, pois estava trilhando uma carreira brilhante.

Foi uma grata surpresa descobrir essa notícia da visita do Venerável Enrique Shaw pelo Brasil. Ele esteve posteriormente aqui, mas essa visita como marinheiro foi algo muito interessante pois não encontrei em suas biografias que já li.

Os valores da Virgem Maria

Foto reprodução

“Maria pode ser considerada o compêndio, a síntese viva do cristianismo, teve coragem, por isso estava aos pés da cruz.

Nossa Senhora nos ensina a nos despojar do desejo de receber afeto; foi isso que ele ofereceu no Calvário.

Os valores da Virgem são os de Cristo: Humildade, Verdade, Amor.

Maria é modelo de audácia (para enfrentar coisas dolorosas). Precisamos de pessoas que ousem fazer grandes coisas sem perder a humildade.

Maria é modelo de humildade, de disponibilidade: “Eis aqui a serva do Senhor”. Maria nos ensina a assumir nossa própria responsabilidade.

Maria é modelo de serviço e também de autoridade e domínio próprio, Maria é Mãe porque pensa em cada um.

Maria nos ensina a ser mais comunitários, porque ela é a Mãe de todos. Quando estamos com raiva, devemos pensar em Maria. Ela é minha Mãe e Mãe de todos nós, e espero que ela nos sugira a palavra cordial que devemos pronunciar.”

– Venerável Enrique Shaw

Propriedade privada – Enrique Shaw

Como fiel católico que era, Enrique Shaw pensava exatamente como ensina a Igreja Católico e sua doutrina a respeito da Propriedade privada. Hoje, como sempre, o erro no correto entendimento da Propriedade privada é raiz de muitos males e ideologias.

“A propriedade privada, bem como as outras formas de domínio privado dos bens, «assegura a cada qual um meio absolutamente necessário para a autonomia pessoal e familiar e deve ser considerada como uma prolongação da liberdade humana […], constitui uma certa condição das liberdades civis, porque estimula ao exercício da sua função e responsabilidade» [369] . A propriedade privada é elemento essencial de uma política econômica autenticamente social e democrática e é garantia de uma reta ordem social. A doutrina social requer que a propriedade dos bens seja eqüitativamente acessível a todos [370] , de modo que todos sejam, ao menos em certa medida, proprietários, e exclui o recurso a formas de «domínio comum e promíscuo» [371] .

177 A tradição cristã nunca reconheceu o direito à propriedade privada como absoluto e intocável: «pelo contrário, sempre o entendeu no contexto mais vasto do direito comum de todos a utilizarem os bens da criação inteira: o direito à propriedade privada está subordinado ao direito ao uso comum, subordinado à destinação universal dos bens» [372] . O princípio da destinação universal dos bens afirma seja o pleno e perene senhorio de Deus sobre toda a realidade, seja a exigência que os bens da criação sejam e permaneçam finalizados e destinados ao desenvolvimento de todo homem e de toda a humanidade [373] . Este princípio, porém, não se opõe ao direito de propriedade [374] , indica antes a necessidade de regulamentá-lo. A propriedade privada, com efeito, quaisquer que sejam as formas concretas dos regimes e das normas jurídicas que lhes digam respeito, é, na sua essência, somente um instrumento para o respeito do princípio da destinação universal dos bens, e portanto, em última análise, não um fim, mas um meio [375] .

178 O ensinamento social da Igreja exorta a reconhecer a função social de qualquer forma de posse privada [376] , com a clara referência às exigências imprescindíveis do bem comum [377] . O homem «que possui legitimamente as coisas materiais não as deve ter só como próprias dele, mas também como comuns, no sentido que elas possam ser úteis não somente a ele mas também aos outros» [378] A destinação universal dos bens comporta vínculos ao seu uso por parte dos legítimos proprietários. Cada pessoa, ao agir, não pode prescindir dos efeitos do uso dos próprios recursos, mas deve atuar de modo a perseguir, ademais da vantagem pessoal e familiar, igualmente o bem comum. Donde decorre o dever dos proprietários de não manter ociosos os bens possuídos e de os destinar à atividade produtiva, também confiando-os a quem tem desejo e capacidade de os levar a produzir.

179 A atual fase histórica, colocando à disposição da sociedade bens novos, de todo desconhecidos até a tempos recentes, impõe uma releitura do princípio da destinação universal dos bens da terra, tornando necessário estendê-lo de sorte que compreenda também os frutos do recente progresso econômico e tecnológico. A propriedade dos novos bens, fruto do conhecimento, da técnica e do saber, torna-se cada vez mais decisiva, pois «a riqueza das nações industrializadas funda-se muito mais sobre este tipo de propriedade, do que sobre a dos recursos naturais» [379] .

Os novos conhecimentos técnicos e científicos devem ser postos ao serviço das necessidades primarias do homem, para que possa acrescer gradualmente o patrimônio comum da humanidade. A plena atuação do princípio da destinação universal dos bens requer, portanto, ações no plano internacional e iniciativas programadas por parte de todos os países: «Torna-se necessário quebrar as barreiras e os monopólios que deixam tantos povos à margem do progresso, e garantir, a todos os indivíduos e nações, as condições basilares que lhes permitam participar no desenvolvimento» [380] .

180 Se no processo de desenvolvimento econômico e social, adquirem notável relevância formas de propriedade desconhecidas no passado, não se podem, todavia, esquecer as tradicionais. A propriedade individual não é a única forma legítima de posse. Reveste também particular importância a antiga forma de propriedade comunitária que, mesmo se presentes nos países economicamente avançados, caracteriza, de modo particular, a estrutura social de numerosos povos indígenasÉ uma forma de propriedade que incide com uma profundidade tal na vida econômica, cultural e política daqueles povos, que chega a constituir um elemento fundamental para a sua sobrevivência e bem-estar. A defesa e a valorização da propriedade comunitária não devem, todavia, excluir a consciência do fato de que também este tipo de propriedade é destinado a evoluir. Se se agisse de modo a garantir-lhe tão-somente a conservação, correr-se-ia o risco de atá-la ao passado e, deste modo, de comprometê-la [381] .

Permanece sempre crucial, sobretudo nos países em via de desenvolvimento ou que saíram de sistemas coletivistas ou de colonização, a distribuição eqüitativa da terra. Nas zonas rurais a possibilidade de aceder à terra mediante a oportunidade oferecida também pelos mercados do trabalho e do crédito é condição necessária para o acesso aos outros bens e serviços; além de constituir um caminho eficaz para a salvaguarda do ambiente, tal possibilidade representa um sistema de segurança social realizável também nos países que têm uma estrutura administrativa frágil [382] .

181 Da propriedade deriva para o sujeito possessor, quer seja um indivíduo, quer seja uma comunidade, uma série de objetivas vantagens: melhores condições de vida, segurança para o futuro, oportunidades de escolha mais amplas. Da propriedade, por outro lado, pode provir também uma série de promessas ilusórias e tentadoras. O homem ou a sociedade que chegam ao ponto de absolutizar o papel da propriedade, acabam por experimentar a mais radical escravidão. Nenhuma posse, com efeito, pode ser considerada indiferente pelo influxo que tem tanto sobre os indivíduos, quanto sobre as instituições: o possessor que incautamente idolatra os seus bens (Cf. Mt 6, 24; 19, 21-26; Lc 16, 13) acaba por ser, mais do que nunca, possuído e escravizado [383] . Somente reconhecendo a sua dependência em relação a Deus Criador e ordenando-os ao bem comum é possível conferir aos bens materiais a função de instrumentos úteis ao crescimento dos homens e dos povos.”

Leia o Compêndio de Doutrina Social da Igreja AQUI

Enrique Shaw sobre Santo Thomas More

São Thomas More por Hans Holbein, o Jovem (1527).

Todo católico minimamente formado e que conheça a vida de Santo Thomas More deve a ele um profundo respeito e admiração. Era um grande homem. Foi um dos maiores católicos de todos os tempos.

No livro “Enrique Shaw y sus circunstancias”, de Ambrosio Romero, fica evidenciado o carinho que Shaw nutria por Santo Thomas More.

“Admirava muito em Santo Tomás Moro como se passava sua vida familiar e como demonstrou sua força sendo capaz de suportar longa prisão na Torre de Londres e morrer no cadafalso em defesa de sua fé católica…”

“A vida deste santo apresenta semelhanças com a de Enrique na medida em que ambos foram católicos leigos, casados, com filhos e imbuídos de uma profunda espiritualidade secular.”

⚜️”Estou convencido de que a Redenção é um evento que, durante a minha vida, terei sempre presente, como deveriam todos os cristão ter. Devo ter a convicção de ser responsável por tornar o mundo melhor, e que posso levar a cabo esta tarefa difícil e necessária. Para tal missão cristã, vou me despojar de qualquer complexo de inferioridade e desse espírito de fatalismo pessimista que imobiliza a muitos. Se eu tiver humildade e desapego dos bens materiais, terei também coragem e otimismo para realizar a transformação interior de muitas almas e conduzi-las a Cristo. Devo, portanto, irradiar amor e alegria para tornar nossa religião atraente. A caridade inclui seja gentil e alegre.
Um exemplo disso será para mim a vida de São Tomás More” (Enrique Shaw).

Postado originalmente no Instagram: https://www.instagram.com/p/CclRA9vJQVs/